quinta-feira, 17 de maio de 2012

Crescendo na Graça Parte II


CRESCENDO NA GRAÇA PARTE II
Texto Base: II Pe 3.18
&ðAntes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno.” (ARA)

                        Introdução
            No estudo passado, vimos o que é a graça e os dois tipos de graça que encontramos na Bíblia como também o propósito da lei antes de ser estabelecido no período da graça. Hoje iremos analisar três perigos que existem a respeito da graça e qual é a lei da graça.

                        I. Os Perigos Existentes a Respeito da Graça.
            A graça em si não é perigosa, mas sim as deturpações e os desvios a respeito desta importantíssima doutrina bíblica. Muitos introduziram ideias errôneas levando muitos ao engano. Isto ocorre por falta de conhecimento da palavra de Deus (Mt 22.29) e da palavra pregada, isto é por falta de profecia[1] (Pv 29.18). Vejamos os perigos existentes:
1.    Substituir a graça de Deus pela Lei.
            Isto ocorreu na igreja de Gálatas de acordo com que o Apóstolo Paulo escreveu para as igrejas da Galácia conforme (Gl 1.6-7). Neste texto o apostolo Paulo usa a palavra héteros (outro de espécie diferente) para outro e não allos (outro da mesma espécie ou essência), eles estavam passando do evangelho da graça para o evangelho da lei devido ao movimento judaizante que estava perturbando o caminho de Deus (Gl 1.7). Para eles a graça não era o suficiente para salvar o pecador e sim seguir a lei judaica. Hoje vemos estas ideias assolando o cristianismo, através do adventismo e dos usos e costumes impostas por muitas igrejas como meio de salvação.
            Muitos caíram, pois não conseguiram cumprir as leis impostas pelos homens, nem mesmo os que colocam tais leis (Mt 23.2-4).
·         A lei (regras) é para imaturos ou pecadores ð I Tm 1.8-10 
·         A lei (regras) não pode libertar ð Cl 2.20-23
·         A lei tira a ação do Espírito ð Gl 3.2-3
2.    Dar Lugar a Libertinagem.
            Devemos tomar cuidado de fazer da graça uma doutrina de libertinagem, pois a graça traz liberdade e não libertinagem, como disse Paulo aos gálatas: “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor.” (Gl 5.13 – ARA). A parte para dar ocasião à palavra usada aqui é arphomē que é um vocábulo militar para “base de operações”; é usada varias vezes por Paulo no sentido de uma “ocasião conveniente”, como também aqui. A carne é representada como uma oportunidade, sempre pronto para aproveitar-se de qualquer oportunidade. A liberdade cristã é liberdade do pecado, não liberdade para pecar. Na verdade essa “liberdade” para pecar é uma licenciosidade desenfreada, não é liberdade alguma; é outra forma mais terrível de servidão, uma escravidão aos desejos de nossa natureza caída. Jesus disse aos judeus: “Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado.” (Jo 8.34 -ARA). E o apóstolo Paulo nos descreve como sendo “escravos de toda sorte de paixões[2] e prazeres” (Tt 3.3). Em nossa sociedade de hoje temos muitos escravos deste tipo; que proclama em altas vozes a sua liberdade; falam de amor livre e vida livre.  Mas na realidade, são escravos de seus próprios apetites, aos quais deram rédea solta simplesmente porque não sabe controlá-los.
            A liberdade cristã é muito diferente. Longe de serem livres para satisfazer a carne, os cristãos “crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências” (Gl 5.24 - ARA). Isto é repudiamos totalmente as reivindicações de nossa natureza inferior para nos governar, pois crucificamos a nossa velha natureza e agora procuramos viver no Espírito, recebendo a promessa de que se fizermos, jamais satisfaremos a concupiscência da carne (Gl 5,16); pelo contrário, o Espírito Santo vai produzir os seus frutos em nossas vidas, culminando com o domínio próprio (Gl 5.22-23).
            A respeito de nossa liberdade em Cristo Paulo escreveu que “Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm[3]; todas são lícitas, mas nem todas edificam.” (I Co 10.23 - ARA). Esta deve ser a nossa meditação, antes de fazermos qualquer coisa. Devemos perguntar para a nossa consciência: Isto convém? Ou Isto nos edifica?    
3.    Vender ou comprar a graça de Deus.
            Infelizmente muitos tentam comprar a graça de Deus, como no caso de Simão relatada em Atos 8.17-24. Muitos querem comprar as bênçãos de Deus, isto é fazer barganha para com Deus como Jacó (Gn 28.10-22).
            Outro perigo é que alguns pensam que são detentores da graça de Deus e que por isso pode vender os meios da graça de Deus conforme Tiago 4.17. (&ðPortanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando.). Já vi pastores orar por pessoas necessitadas mediante o recebimento de ofertas, ou prega em igrejas mediante a certa quantia de dinheiro. Tem grupos de louvores ou cantores gospel só cantam se receberem um cachê bem alto. Temos que tomar cuidado, pois aquele que nos deu os dons pode tirar, pois o que recebemos pela graça, devemos usar sem exigir  nada em troca (Mt 10.8 &ðCurai enfermos, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expeli demônios; de graça recebestes, de graça dai. - ARA).

            Conclusão    
1.    Neste estudo vimos que a graça de Deus não pode ser substituída pela lei.
2.    Outro perigo é confundir a graça de Deus por libertinagem.
3.    Não podemos comprar a graça de Deus ou vender a graça de Deus, pois é um presente de Deus.
4.    Portanto devemos receber e usufruir a graça de Deus com sabedoria e dedicação.

Que Deus nos Abençoe!!!! 
                       
                       


[1] Profecia neste texto significa “Palavra de Deus pregada”.
[2] Paixões ð Neste versículo foi usada a palavra epithumia que significa: “desejo, anelo, anseio, desejo pelo que é proibido, luxúria”.
[3] Convém ð sumphero – (1) contribuir a fim de ajudar (2) ajudar, ser produtivo, ser útil

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Crescendo na Graça Parte I


Texto Base: II Pe 3.18
&ð “Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno.”

                        INTRODUÇÃO
            O apóstolo Pedro nesta epistola escreve para os cristãos, tomar cuidado com as falsas doutrinas que estavam penetrando na igreja conforme II Pe 3.16-17. Então, o que é crescer na graça? Para que cresçamos na graça devemos entender o que significa a palavra graça. A palavra graça vem do grego charis que significa: “(1) aquilo que dá alegria, deleite, prazer, doçura, charme, amabilidade (2) boa vontade, amável bondade, favor (3) sinal ou prova da graça, benefício (4) privilégio, generosidade (5) gratidão, (por privilégios, serviços, favores), recompensa, prêmio.” O dicionário teológico define a palavra graça como: “[do hebr. Hessed; do Gr. Charis e do Lat. Gratia] Favor imerecido concedido por Deus à raça humana. Através da graça, o homem é capacitado a compreender, aceitar e a usufruir, imediatamente, dos benefícios do Plano de Salvação (Ef 2.8-9). O objetivo da graça e duplo: (1) Salva o homem do pecado; e (2) Restringe a ação deste, levando o homem a viver nas regiões celestiais em Cristo Jesus. A graça, segundo ensina o apóstolo Paulo, é operada mediante a fé.
            Dentro da Teologia e das Escrituras encontramos dois tipos de graça:
1.    A graça Comum ð [ Do Heb. Hessed; do Gr. charis; do Lat. Commune, concedido a todos] Favores administrados por Deus a toda raça humana, visando a preservação da vida na terra (Mt 5.45; At 14.14-17; Sl 145.9,15-16 ). Entre estes favores, encontram-se o dia, a noite, as estações, a regularidade dos movimentos de translação e rotação, a cadeia alimentícia, o sistema de defesa do corpo humano etc. Por causa da graça comum Deus não destruiu a terra por causa do pecado da humanidade, abrindo a oportunidade para as pessoas  receberem a graça especial.
2.    A Graça Especial ð[ Do Heb. Hessed; do Gr. charis; do Lat speciale, relativo a uma espécie] Graça obtida mediante a fé no sacrifício vicário do Filho de Deus. Através dela, Deus salva, justifica e adota o pecador como filho (Jo 1.12; Ef 2.8-9)

            Apesar disso tudo, devemos compreender que a graça comum é diferente da graça salvífica. A graça comum não transforma o coração humano nem conduz as pessoas ao genuíno arrependimento e à fé – ela não pode salvar e, sendo assim, não salva (embora na esfera intelectual e moral ela possa fornecer alguma preparação que torna as pessoas mais inclinadas a aceitar o evangelho). A graça comum nem purifica a natureza humana decaída.
            A graça de Deus é diferente em relação à lei, pois a lei opera a morte e na graça opera o Espírito que traz vida (II Co 3.6-7). Qual foi o propósito da lei? O propósito da lei foi:
·         Ela serviu de aio até que Cristo viesse ðGl 3.24 (&ðDe maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé.).
·         Ela serviu como um instrumento de condenação ð Rm 5.13 (&ðPorque até ao regime da lei havia pecado no mundo, mas o pecado não é levado em conta quando não há lei.);
·         A lei serviu para revelar o pecado &ð Rm 7.7-24
           
                        Conclusão
            A Graça de Deus nos restaura, pois concede ao pecador a chance de se arrepender, mas a lei já condena o pecador à morte. Por este motivo o apóstolo Paulo declara: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.” (Rm 8.1). Por causa da graça de Cristo Jesus posso dizer “Mas, pela graça de Deus, sou o que sou” (I Co 15.10)

Que Deus nos abençoe!!!

domingo, 27 de novembro de 2011

Daniel: Um servo fiel

Ez 14.14,16,18

Texto Base ð ainda que estivessem no meio dela estes três homens, Noé, Daniel e Jó, eles, pela sua justiça, salvariam apenas a sua própria vida, diz o SENHOR Deus. [...] tão certo como eu vivo, diz o SENHOR Deus, ainda que esses três homens estivessem no meio dela, não salvariam nem a seus filhos nem a suas filhas; só eles seriam salvos, e a terra seria assolada. [...] tão certo como eu vivo, diz o SENHOR Deus, ainda que esses três homens estivessem no meio dela, não salvariam nem a seus filhos nem a suas filhas; só eles seriam salvos.” (Ez 14.14.16,18 – ARA[1])

Introdução:

O profeta Ezequiel neste trecho de advertência para o povo de Judá, pois Ezequiel profetiza entre os judeus exilados na Babilônia, mas também os últimos dias do declínio e queda de Judá. Seu ministério é em alguns aspectos semelhante ao de seu mais velho contemporâneo, Jeremias. Mas enquanto Jeremias pronuncia em Jerusalém uma deprimente mensagem de destruição, Ezequiel apresenta na Babilônia uma ardente uma ardente mensagem de reconstrução. O livro de Ezequiel é dividido em três fases proféticas e acontecimentos na vida de Judá vejam:

(1) Antes do cerco de Judá por Nabucodonosor (592-587 a.C) – Cap. 1 - 24.

(2) Durante o Cerco de Judá pela Babilônia sob o comando de Nabucodonosor (586 a.C) – Cap. 25 - 32.

(3) Depois do Cerco – a restauração de Judá e Israel – Cap. 33 - 48.

A mensagem de Ezequiel cita três personagens sendo que dois mortos (Noé e Jó) e um vivo neste período (Daniel). Hoje iremos ver porque Deus cita o nome de Daniel como exemplo de um servo de Deus.

Quem Foi Daniel?

O nome Daniel significa “Deus é meu Juiz”, dos quatro profetas maiores, embora ele nunca seja mencionado como profeta no Velho Testamento. A sua vida e profecias estão registradas no Livro de Daniel. Era descendente de uma das famílias nobres de Judá (Dn 1.3) e nasceu provavelmente em Jerusalém em 623 a. C., durante o reinado de Josias. Em Ezequiel diz que aqueles que fossem iguais a Daniel seriam salvos. Daniel foi levado para o cativeiro, não como escravo e sim como nobre, e fez parte da nobreza babilônica e foi governador (Sátrapas) de uma província da Babilônia.

Uma das qualidades da vida de Daniel é: .

I. Ele era fiel. (Dn 6.4) ðEntão, os presidentes e os sátrapas procuravam ocasião para acusar a Daniel a respeito do reino; mas não puderam achá-la, nem culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa.” (ARA)

Uma das características de Daniel é a fidelidade. A sua fidelidade a Deus expô-lo a várias perseguições como vemos nestes versos (Dn 6.1) os inimigos de Daniel viram que uma das maneiras de derrotar a Daniel era usar a sua fidelidade a Deus, pois ele era fiel. A palavra fiel usado neste texto é “amam” que no hebraico significa: “(1) Fiel (2) permanecer firme”.

Uma das maneiras de acabar com Daniel era incitá-lo a ser fiel a Deus e desobedecer a um decreto do Rei. Por isso fizeram que o rei fizesse um decreto real que ninguém poderia orar a qualquer Deus somente pedir para o rei, pois sabiam que Daniel não obedeceria ao dito real, pois ele era fiel a Deus (Dn 6.5-11) mesmo que isto custaria a sua vida, não podemos esquecer que seguir a Deus é ter uma vida de renuncias, Jesus disse que “Quem acha a sua vida perdê-la-á; quem, todavia, perde a vida por minha causa achá-la-á.” (Mt 10.39 (ARA). Abaixo segue alguns exemplos de decisões que podemos tomar no dia a dia que devemos escolher.

1. Se o patrão pedir para mentir no emprego, eu minto para continuar no empregou, ou eu perco o meu emprego sendo fiel a Deus?

2. Vivo uma vida dupla (ir para a balada) para agradar os “amigos” do mundo ou prefiro dizer não para os meus “amigos” mundanos perdendo a amizade para agradar a Deus (Tg 4.4-7)

3. Colo numa prova para passar na matéria ou prefiro perder o ano honrando a Deus não colando na prova.

4. Cedo a pedidos de meu namorado(a) e tenho “intimidades” antes do casamento agradá-lo(a) antes do casamento ou me guardo mesmo que este relacionamento se acabe por ter uma vida santa e fiel a Deus.

Conclusão

1. Daniel era um exemplo de fidelidade a Deus

2. Ele amava mais a Deus do que a sua própria vida (Mt 10.39)

3. As suas escolhas sempre visavam honrar a Deus, mesmo que fosse condenado à morte.

4. Aqueles que são fiéis a Deus têm uma herança eterna. E aqueles que são fiéis ao mundo, ao diabo e a carne receberão o castigo eterno.

5. Qual é a sua escolha?



[1] Almeida Revista e Atualizada

domingo, 20 de novembro de 2011

Um Coração Guardado Parte II

Um Coração Guardado Parte II

Pv 4.23

Pv 4.23 ðSobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida.

Introdução

Vimos no estudo passado que o livro de provérbios é conhecido como um livro sapiencial isto é um livro “que contém sabedoria”. (Pv 1.1-6). Também vimos que também devemos guardar o nosso coração contra as armadilhas que nos sobre vem no dia a dia de nossa existência. Por isso temos que guardar o nosso coração da corrupção e da ansiedade. Hoje iremos ver mais alguns perigos que rondam o nosso coração.

Hoje iremos ver os perigos que rondam os nossos corações.

I. Um Coração Guardado da Amargura

Um perigo que atinge muito o coração é a raiz de amargura. Ela é comparada como um câncer que corrói o coração. Pessoa amargurada não tem vida só enxerga a tristeza, dor, e morte. Em Hebreus o autor diz: “cuidado para que ninguém se abstenha da graça de Deus. que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe e muitos sejam contaminados por meio dela.” (Hb 12.15 A.XXI)[1]. O dicionário de Almeida define amargura como: “(1)Tristeza, sofrimento, mágoa; amargor: (2) Sofrimento arraigado de dor e ressentimento”. A palavra grega usada no texto de hebreus para amargura foi pikria que o dicionário grego define como: ”(1) tristeza amarga devido a uma extrema maldade (2) raiz amarga, e que produz um fruto amargo”.

Uma das características da amargura é o ressentimento. O ressentimento é sentir a dor novamente com a mesma intensidade quando fomos feridos. E toda vez que deixamos este sentimento brotar no coração damos entrada para que o ódio tome conta de nosso ser. Pessoas com o coração amargurado pode desenvolver doenças psicossomáticas, isto é doenças que tem origem na alma e que afeta o corpo. Segundo pesquisas recentes pessoas com raiz de amargura têm probabilidade altíssima de desenvolver câncer. A amargura é um veneno letal para a pessoa amargurada.

Um coração amargurado pode seguir dois caminhos, ambos, prejudiciais ao ser humano: que são:

(1) Ficar paralisado ð lamentando e sem vontade de viver (depressão).

(2) Soltar espinhos ð pessoas amarguradas começam agredir pessoas com palavras, como uma autodefesa. Ou até mesmo perseguir as pessoas como no caso de Saul que devido uma canção exaltando a Davi e por isso perseguiu-o com ódio mortal. (I Sm 18)

Nestes dois casos o resultado é o afastamento das pessoas de nosso convívio e com isso cada vez mais vai brotando a raiz de amargura. A raiz de amargura pode contaminar outras pessoas e até mesmo afastá-las da graça de Deus. Pessoa com ódio devido à amargura usa a língua para ferir ou falar mal da pessoa quem a feriu, matando as pessoas dentro do coração do seu próximo, aí a igreja é contaminada devido à raiz de amargura. É o que Tiago fala sobre a língua que pode trazer confusão dentro da igreja (Tg 3).

O que devo fazer para que não brote a raiz de amargura?

1. Procure a pessoa que te feriu ou fez algo que não gostou, e fale com ela mostrando o que ela fez sem ficar irado. (Mt 18.15)

2. Confesse a Deus este sentimento. I Jo 1.9

3. Perdoe aquele que te ofendeu, pois quem não perdoa é atormentado, como na parábola do credor incompassivo (Mt 18.23-35)

4. Desvie o pensamento mal (Fp 4.8)

5. Repita este processo toda vez que sentir qualquer indicio de raiz de amargura.

II. Um Coração Guardado do Falso Julgamento.

Outro perigo que pode ocorrer dentro do coração é o falso julgamento. Pois o coração do homem é enganoso. Jesus nos ensinou “Não julgueis, para que não sejais julgados, Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também. Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão.”. Temos que tomar cuidado por julgar uma pessoa, pois que julga deve ser perfeito. Jesus esta falando neste texto sobre julgar os defeitos de uma pessoa. Muitos interpretam que não devemos julgar um pecador (isto é disciplinar o pecador), mas o contexto é o defeito.

Muitas vezes procuramos defeitos na vida dos outros para esconder os nossos erros. Isto se torna um pecado. Tem pessoas que para derrubar alguém que esta em destaque usa a arma do falso testemunho como no caso da vinhas de Nabote em que Jezabel comprou falsos testemunhos para acusar Nabote a pena de morte e dar as vinhas para o seu marido o rei Acabe, trazendo a condenação sobre sua vida (I Rs 21.1-19). O falso testemunho levantado contraria a lei de Deus (Ex 20.16). E aquele que ouve um falso testemunho e sai espalhando esta pecando usando a língua para falar engano e Deus condena esta prática e o aborrece (Pv 6.16-19). Por isso devemos saber a verdade antes de emitirmos algum juízo, pois poderemos cair no erro de um falso julgamento.

Conclusão

1. O coração que possui raiz de amargura é um coração doente que precisa ser curado.

2. O falso julgamento deve ser banido na vida do cristão, pois ele poderá correr o risco de ser enganado e proferir falso testemunho, que é uma abominação ao Senhor

3. Devemos guardar o nosso coração, pois ele é a fonte de vida.



[1] Almeida do Século Vinte e Um. Edições Vida Nova

sábado, 12 de novembro de 2011

Um Coração Guardado Parte I

Pv 4.23

Pv 4.23 ðSobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida.

Introdução

O livro de provérbios é conhecido como um livro sapiencial isto é um livro “que contém sabedoria”. No começo do livro o Autor (Salomão) já explica o motivo para qual este livro foi escrito (Pv 1.1-6). No verso 4 diz “para dar aos simples prudência e aos jovens, conhecimento e bom siso (Juízo).” Deus quer dar sabedoria para que possamos ter uma vida vitoriosa em todas as áreas de nossa existência.

No estudo de hoje vamos analisar sobre guardar o nosso coração. O que a Bíblia quer dizer com guardar o coração? A palavra guardar neste texto é natsar que no hebraico quer dizer “(1) observar, guardar, cuidar (2) preservar, guardar de perigos (3) cuidar, observar, guardar com fidelidade (4) Vigiar”. E a palavra coração no hebraico usado neste texto é “leb” que quer dizer “(1) ser interior, mente, vontade, coração, inteligência (2) mente, conhecimento, razão, reflexão, memória (3) coração (do homem) (4) mente, conhecimento, razão, reflexão, memória (5) consciência (6) coração (referindo-se ao caráter moral) (7) como lugar dos desejos (8) como lugar das emoções e paixões”. Portanto neste texto o contexto é cuidar do nosso interior (emoções, vontade, mente). Se tivermos um coração sadio teremos vida, se tivermos um coração doente teremos morte. Por isso devemos guardar o coração; Jesus nos ensinou que do interior do homem que nasce o pecado (Mt 15.19 ðPorque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias.”).

Hoje iremos ver os perigos que rondam os nossos corações.

I. Um Coração Guardado da Corrupção

O profeta Jeremias profetizou a respeito do coração humano que: Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?”; O coração humano pode se enganar e pode se corromper a palavra para engano neste texto é “aqob” que significa “traiçoeiro, enganoso e astucioso”. Muitos caíram por seguirem os desejos do coração, levando-os a fornicação, adultérios, vícios, imoralidades e etc. Salomão no livro de Eclesiastes ele escreve um conselho para os jovens dizendo “Alegra-te, jovem, na tua juventude, e recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade; anda pelos caminhos que satisfazem ao teu coração e agradam aos teus olhos; sabe, porém, que de todas estas coisas Deus te pedirá contas.”; neste verso Salomão esta alertando os jovens para que eles não andem pelo caminho que este percorreu seguindo os desejos do coração pois o Senhor trouxe juízo como conseqüências de seu pecado. O livro de Eclesiastes foi escrito quando Salomão já era velho e experientes tanto nas coisas negativas como positivas. Portanto devemos vigiar o nosso coração, alimentando e obedecendo a palavra de Deus como disse Davi: “Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti.” (Sl 119.11). A palavra de Deus tem todas as orientações vindas de Deus para que vençamos o pecado e as tentações.

II. Um Coração Guardado da Ansiedade

O coração ansioso leva o homem ao desespero e tomar atalhos que podem ser prejudiciais. Como na vida de Sara e Abraão que tinha uma promessa de Deus que eles teriam um filho, e com a demora do cumprimento da promessa a ansiedade tomou conta do coração de Sara levando-a a dar uma “ajudinha para Deus” fazendo com que Abraão tomasse a sua concubina (Hagar) para que este tivesse um filho com ela. Neste relacionamento nasce Ismael (Gn 16) que se tornou uma maldição para eles e do seu filho legitimo (Isaque) que nascera depois conforme a promessa de Deus. Desta atitude surgiu um conflito que dura até hoje entre israelenses (Descendentes de Isaque) e Palestinos (descendentes de Ismael). Como diz o livro de Provérbios “A ansiedade no coração do homem o abate, mas a boa palavra o alegra.” (Pv 12.25) a ansiedade abate o coração do homem mas a boa palavra traz alegria para o nosso coração, portanto somente a palavra de Deus produz alegria e nos afasta de ansiedade. Jesus nos ensinou a não andar ansioso, pois o nosso Deus cuida de nossas necessidades diárias (Mt 6.25-32). O apostolo Paulo nos aconselha que quando a ansiedade abater o nosso coração, devemos colocar tudo aquilo que está nos preocupando nas mãos de Deus através da oração (Fp 4.6).

Conclusão

1. O coração é uma fonte de vida ou morte

2. O coração deve ser guardado para que tenhamos vida;

3. Devemos guardar o nosso coração da corrupção e da ansiedade.

4. No próximo estudo iremos ver mais perigos, que rondam os nossos corações.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

O QUE É SER CRISTÃO PARTE 1

At 11.25-26

At 11.25-26 ðE partiu Barnabé para Tarso à procura de Saulo; tendo-o encontrado, levou-o para Antioquia. E, por todo um ano, se reuniram naquela igreja e ensinaram numerosa multidão. Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos.

Introdução

Em Antioquia na qual os crentes são chamados pela primeira vez como cristão. Porque os crentes foram chamados de Cristãos? O que esse título significava para os crentes? A palavra cristão no grego significa “pequenos Cristos”, “Parecidos com Cristo”ou “Pessoas de Cristo”, pois a vida dos primeiros cristãos se assemelhavam com as atitudes que Cristo tinha perante a sociedade. Portanto este título nos traz responsabilidades dentro da igreja e fora da igreja. Pense nisso? Esse título foi dado por pessoas fora da igreja, pois eles estavam de olho na igreja, estavam vendo aquilo que eles pregavam em suas atitudes e viram a semelhança com que viviam com o fundador da igreja. Hoje todos dizem que é cristão tanto católico como evangélicos, mas será que realmente é um cristão de acordo com aquilo que a Bíblia nos ensina?

Dentro das Escrituras vemos outros termos que caracterizam um cristão. E estes termos nos traz responsabilidades.

I. O Cristão Como Morada De Deus.

Em I Co 6.19-20 Paulo escreve mostrando o peso de sermos o templo ou santuário do Espírito Santo dizendo “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo.” A palavra santuário neste texto usado por Paulo foi “Naos” designando o Santo dos Santos do templo de Jerusalém a onde somente o Sumo-sacerdote poderia entrar para oferecer sacrifício, era no Santo dos Santos onde a glória de Deus se manifestava no Antigo Testamento. Agora o Santo dos Santos a onde o Espírito Santo habita que é o corpo do cristão. No verso 20 o Apóstolo Paulo escreve: “[...] glorificai a Deus no vosso corpo” , isto nos dá a idéia de uma santificação completa, que é santificar o nosso corpo, alma e espírito (I Ts 5.23).

1. O que estamos fazendo com o nosso corpo? Onde estamos pisando com o nosso corpo? O que estamos olhando? Pois os olhos faz parte do nosso corpo. O que estamos falando?Pois a língua faz parte do corpo. O que estamos ouvindo? Pois o ouvido faz parte do corpo. Não se esqueça o Espírito habita naqueles que realmente aceitou a Cristo. Portanto glorificai a Cristo no vosso corpo.

2. O que estamos fazendo com a nossa alma? O que estamos pensando? Coisas que edificam ou coisas que nos derrubam que nos levam ao pecado. Pois o pecado começa na mente e se alimentarmos dará a luz ao pecado e depois disto a morte (Tg 1.13-15; Fp 4.8-9).Não se esqueça, somos templo do Espírito, Portanto glorificai a Cristo na vossa alma (Intelecto, mente, vontade e emoções).

3. O que estamos fazendo com o nosso espírito? O espírito humano é responsável pela nossa comunhão com Deus. E como está a sua comunhão com Deus? Como está a sua vida de oração? Como está a sua vida de devocional (ler a Bíblia)? Pois a oração e a leitura da palavra alimentam o nosso espírito e nos fortalece contra o pecado. Não se esqueça, somos templo do Espírito e, portanto glorificai a Cristo o vosso espírito, e não apagueis a atuação do Espírito Santo (I Ts 5.19).

II. O Cristão Como Perfume De Cristo

Em II Coríntios 2.14-16 o apóstolo nos ensina que: “Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar a fragrância do seu conhecimento. Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto nos que são salvos como nos que se perdem. ara com estes, cheiro de morte para morte; para com aqueles, aroma de vida para vida. Quem, porém, é suficiente para estas coisas?”. Neste texto Paulo nos compara a um perfume, se estamos unidos com Cristo exalaremos a fragrância de Cristo que é vida e se viemos uma vida de cristão sem compromisso com Deus exalaremos mau cheiro para as pessoas de fora da igreja. O apóstolo cita o termo “cheiro de morte” isto é pessoas olham o nosso proceder e vê morte e não a vida, pois estamos exalando o cheiro da morte, pois o pecado cheira a morte e levamos a morte aos que nos rodeiam lá fora.

O que estamos exalando? A morte ou a vida? Podemos mudar a essência do perfume, se a nossa essência é o pecado podemos trocar a essência do mau cheiro pela essência do bom cheiro que é a vida em Cristo. E com isto poderemos exalar o bom perfume de Cristo. Pois Ele nos conduz em triunfo se fazermos a nossa escolha de seguir a Cristo. Portanto tomai posso da essência de Cristo para exalar a vida, pois Jesus “é a verdade e a vida” (Jo 14.6).

Conclusão

1) Ser Cristão não é apenas pertencer a uma religião, mas sim vivenciar Cristo no dia a dia.

2) Como o templo do Espírito, temos que cuidar de nosso ser, que abrange todo o nosso Corpo, Alma e Espírito. Para que possamos glorificar a Deus em nossa vida.

3) Como perfume de Cristo, somos responsáveis pelo bom testemunho perante os de fora.

DESFRUTANDO DO AMOR ÁGAPE PARTE 2

I Coríntios 13

No estudo passado vimos as quatro palavras para amor em grego e as suas diferenças, e analisamos as qualidades do amor ágape (o amor de Deus). Hoje iremos ver mais qualidades do amor ágape focado principalmente no verso 7 que diz: “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

I. É um amor que tudo sofre I Co 13.7

Uma das características do amor ágape é o sofrimento. Pois Paulo disse no verso 7: “Que tudo sofre”. O apóstolo usa a palavra “hupomeno” para sofrer, o dicionário grego define esta palavra como: “1)ficar, i.e., permanecer, não retirar-se ou fugir 2) preservar: sob desgraças e provações, manter-se firme na fé em Cristo 3) sofrer, agüentar bravamente e calmamente os mal tratos”. Com isto podemos entender que tipo de sofrimento é pertencente ao amor ágape. Este sofrer é referente a Deus e ao próximo. Em relação a Deus é amá-lo e permanecer firme mesmo nas lutas e nunca abandoná-lo. Vou me deter mais em relação ao próximo. Vejamos

O sofrer pelo próximo significar não abandonar uma vida que está sofrendo, é estar junto com ela no sofrimento, é preservar junto com que sofre nas desgraças e provações. O sofrer do amor ágape também é sentir as dores de uma vida que está condenada a ir para o inferno e com isto nos motiva a orar por essas vidas e falar do amor de Cristo por Elas. Este amor também sofre quando uma pessoa é imatura nos caminhos do Senhor; Paulo exprimiu bem este sentimento, usando a expressão: “[...] sofro as dores de parto, até ser Cristo formado em vós;” (Gl 4.19). Neste texto Paulo faz uma alusão a uma mãe que sofre ao gerar um filho, mas neste caso ele esta sofrendo por um cristão que é imaturo na fé e que Cristo precisa ser gerado neste irmão. Neste contexto Paulo está dizendo que ele esta sofrendo, mas que não iria abandonar como uma mãe que nunca abandona ao filho. Quando amamos com o amor ágape sofremos para gerar filhos no Senhor até que cheguem a maturidade.

II. É um amor que tudo suporta I Co 13.7

Paulo diz neste verso que o amor “tudo suporta”,o apóstolo Paulo usa a palavra stego para suportar, que no grego esta palavra significa “coberta, telhado, para cobrir proteger ou abrigar, preservar, suportar ”, isto significa que o crente mais experiente na fé cristão e que possui o amor ágape deve ser um suporte na vida daqueles que são novos no caminho e devemos entender que este suporte se estende a todos os cristão e ate mesmo as pessoas que não são cristãs.

Devemos ajudar as pessoas através das orações, de ensinar, encorajar os desanimado e etc.; isto que é suportar. É uma atitude de proteger os fracos e não se vingar daqueles que nos faz o mal. Vejamos o que a palavra de Deus diz sobre isto:

1. Devemos suportar os fracos na fé Rm 14.1-10

2. Devemos suportar as pessoas Ef 4.2

3. Devemos suportar os que nos ofendem, perdoando-os (Cl 3.13; Mt 5.38-39)

4. Devemos suportar os nossos inimigos fazendo o bem (Rm 12.17-21 )

Conclusão

1. O amor ágape é o amor que perdoa e restaura

2. Quem ama com o amor ágape cumpre a lei de Cristo Rm 13.8-10

3. Todos os cristãos deve amar com o amor ágape, pois este amor não é um sentimento e sim uma atitude.

4. Se não possuímos estas qualidades devemos buscar, pois esta é a vontade de Deus para todos os cristãos