quarta-feira, 18 de julho de 2012

O Cristão e o Pensamento


O CRISTÃO E O PENSAMENTO
Fp 4.8-9

Quando o apostolo Paulo  escreveu esta, epístola este se encontrava na prisão, por isto esta carta é conhecida como cartas de prisão juntamente com as cartas de com Efésios, Colossenses e Filemom. Tendo este contexto e ambiente em que Paulo escreveu esta carta, da para entender algumas questões que ele queria ensinar para a igreja e para os cristãos. Uma delas é a respeito do pensamento, pois Paulo estava na cadeia, ele poderia estar pensando coisas negativas ou outros tipos de pensamento, neste trecho vemos o Apóstolo Paulo nos dando uma receita de como ele venceu os maus pensamentos. Este é um trecho que contem instruções de uma vida cristã sadia.
            Muitas pessoas podem transformar os seus pensamentos em uma prisão, na qual muitos crentes não crescem numa fé sadia. O pensamento é uma arma que o inimigo usa para destruir um cristão. Ele usa a mente vazia ou desocupada, para começar um dialogo com o crente. Há uma frase que sintetiza isto, “Nunca permita que o diabo comece um dialogo com você”. Foi assim que ele começou o dialogo com Eva, e todos nós sabemos que isto levou a queda do homem.
            O pensamento é uma das áreas que o cristão mais deve vigiar, dos nossos pensamentos pode sair todos os tipos de males: como a inveja, soberba, ódio, falsos julgamentos e etc. A mente é o maior campo de batalha.
            Qual é a receita que Paulo nos dá nesta Epistola:

I. Tenham Pensamentos Sadios. Fp 4.8 ð (Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.) O apóstolo Tiago nos ensina que o pecado começa com o Desejo isto é no pensamento depois se alimentado dá a luz ao pecado. (Tg 1. 14-15&ð14Mas as pessoas são tentadas quando são atraídas e enganadas pelos seus próprios maus desejos. 15Então esses desejos fazem com que o pecado nasça, e o pecado, quando já está maduro, produz a morte.NTLH). O apóstolo Paulo em sua carta aos Romanos fala de sua luta interior (Rm 6.7-25). A questão é: vence o lado que alimentarmos mais.
O livro de provérbios nos ensina que o coração procede às saídas da vida (Pv 4.23&ðTenha cuidado com o que você pensa, pois a sua vida é dirigida pelos seus pensamentos.NTLH). Quando começamos a dar corda aos pensamentos maus, podemos entrar em angustia, ter uma crise de ansiedades ou até mesmo entrar em depressão.
1)    Temos que ter pensamentos verdadeiros – Temos que analisar se aquilo que estamos pensando é a verdade. Se não for é um pensamento falso. Podemos ter pensamentos falsos a respeito de um irmão ou de outras pessoas. Podemos também ter um pensamento falso a respeito da palavra de Deus, isto acarretará uma atitude falsa quanto obedecermos a palavra de Deus. Devemos pensar naquilo que é verdadeiro, pois a palavra de Deus é a verdade, o que Ela diz não há erro.
2)    Temos que ter pensamentos honestos e justos. – Isto é temos que ter pensamentos que não nos leve a praticar coisas imorais, pois todo o roubo, mentira, trapaças e etc. tudo isto é formulada em nossa mente, se não lutarmos contra  dará a luz as coisas desonestas, isto é estaremos praticando o pecado.
3)    Temos que ter pensamentos puros– Pensamento puro é um pensamento sem mistura, não podemos ter dois tipos de pensamento, um que agrade a Deus e depois pensar em coisas que desagrada a Deus. Pois somos o templo do Espírito Santo, e por isto temos que pensar em coisas puras, como o Espírito Santo é puro.
II.Tenham Pensamentos que adore ao Senhor Fp 4.8 – ([...] e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.) Todo o nosso pensamento tem que adorar a Deus, pensar em coisas que louva ao Senhor. Quando damos ouvidos aos ditames do diabo e obedecemos estamos nos submetemos ao fracasso. Mas quando começamos a pensar naquilo que Deus é e faz, o nosso ser é transbordado de alegria e plenitude do Espírito (Ef 5.18-20).
            No verso 9 o apostolo diz que tudo aquilo que aprendemos dele, isto é tudo aquilo que é ensinado na Bíblia se o praticarmos, e meditarmos (pensar nas Escrituras) venceremos pois o Deus que dá a paz estará conosco. Em Rm 12.2 o apóstolo Paulo nos fala de renovar a nossa mente (Rm 12.2&ðE não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimente qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.). Não devemos nos conformar com a situação, devemos ter pensamentos que agradam a Deus (Fp 4.8-9) temos que alimentar a nossa mente com a palavra de Deus, pois a palavra de Deus é um agente de santificação na vida do crente (Ef 5.26 &ðpara que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra,).


Que Deus os abençoe

domingo, 15 de julho de 2012

Conduzidos ao Deserto Parte II


Conduzidos ao Deserto!!! Parte II
Os 2.14
&ðPortanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração.” (Os 2.14 ARA).

INTRODUÇÂO
            Nesta série de estudo sobre o deserto, vimos o significado da palavra deserto no hebraico que é midbar que significa uma região inabitada; e seu significado metafórico é de uma metáfora da vida, do palco onde se desenrola o drama da vida cristã. Também vimos que na nossa trajetória cristã passamos por dois tipos de deserto, que são o deserto de nossa peregrinação e o deserto pessoal.  No estudo de hoje iremos ver porque Deus nos leva para o deserto pessoal:

I.     Para que aprendamos a confiar no Senhor, e o Senhor ser Glorificado. (Ex 14.1-31 ) ð Deus conduziu o povo para o deserto para que ele fosse glorificado. Neste texto o Senhor endureceu o coração do Faraó para que perseguisse o povo pelo deserto. Deus levou o povo a um beco sem saída! Pois levou o povo para frente do mar vermelho e para trás o exercito do Egito, que situação! O que fazer nesta situação? Murmurar? Se desesperar? Qual seria a sua atitude? Moisés clamou a Deus e o povo murmurou e se desesperou diante da situação. Mais foi Deus quem conduziu o povo para o deserto, se o Senhor os conduziu é da permissão de Deus esta situação. Temos que entender que Deus nos leva a certas situações para que aprendamos a confiar nele, Deus usa o deserto para este beneficio a nos ensinar a confiar nele. Confiar em Deus quando tudo esta bem é fácil, e confiar em Deus quando tudo está mal? O que Deu fez diante desta situação? Deus queria dar uma prova de seu cuidado e mostrar ao povo que Deus era o suficiente para sustentá-los no deserto em toda a trajetória que eles iriam passar.
          Deus abriu o mar vermelho, o povo passou e o exercito de faraó foi destruído, grande livramento que Deus deu ao povo no deserto. E na Bíblia diz que eles jubilaram diante desta situação (Ex 15.20-21). Quanto livramento Deus já nos deu diante dos desertos que passamos? O Deserto é o lugar preferido de Deus realizar seus grandiosos feitos. Vejamos:
1.    As Águas amargas se tornam doces ð Ex 15.22-27
2.    Deus manda o maná ð Ex 16.1-10
3.    Deus manda codornizesð Ex 16.11-21
4.    Deus faz sair água da rochað Ex 17.1-11
5.    Deus fez as vestimentas e calçados durarem 40 anos ðDt 8.4; 29.5
6.    Deus alimentou o profeta no Deserto ðI Rs 19.4-7
Tudo isto Deus nos deixou como exemplo, para que nos momentos difíceis (desertos pessoais) possamos ter esperança (Rm 15.4 &ð Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança.). Davi em sua jornada na terra observou que: “Fui moço e já, agora, sou velho, porém jamais vi o justo desamparado, nem a sua descendência a mendigar o pão.” (Sl 37.25).
Conclusão

1.    Temos que entender que Deus usa e age no deserto
2.    Temos que entender que os caminhos e pensamentos do Senhor são diferentes dos nossos (Is 55.8-11)
3.    Temos entender que Deus fará toda a sua vontade (Is 46.10).
4.    Se Deus nos leva para o deserto, lá é o lugar mais seguro, pois, ali está Sua presença (Nuvem e Fogo) e hoje através do seu Espírito que em nós habita (I Co 6.19).
5.    Portanto devemos entregar o nosso caminho ao Senhor (Sl 37.5) e deixá-lo dirigir os nossos passos. – Mesmo que seja o deserto. Deus sabe o que faz, pois Ele é Deus sobre todas as coisas !!!!!

Que Deus nos abençoe!!!

terça-feira, 3 de julho de 2012

Conduzidos ao Deserto Parte I


Conduzidos ao Deserto!!! Parte I
Os 2.14
&ðPortanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração.” (Os 2.14 ARA).

Introdução
            A palavra para deserto no hebraico é midbar que significa uma região inabitada. O deserto é uma região geográfica com terra seca, sem vegetação e inabitável. Segundo o dicionário Houaiss o deserto “é uma zona árida, com  precipitações atmosféricas irregulares ou escassas, vegetação inexistentes ou rara, relevo formado pela alteração de determinadas rochas, e desprovidas de habitantes permanentementes”.
            O que significa a terminologia o deserto para os cristãos? A resposta é tomamos o “deserto” como uma metáfora da vida, do palco onde se desenrola o drama da vida cristã. E há momentos em nossas vidas em que experimentamos uma espécie de “deserto espiritual”, momentos de segura e escassez de alegria espiritual. Na vida enfrentamos dois desertos:

1.    O Deserto de Nossa Peregrinação ð (I Pe 1.17&ð Ora, se invocais como Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo as obras de cada um, portai-vos com temor durante o tempo da vossa peregrinação, ARA). Pedro neste texto nos ensina que devemos portar com temor durante o tempo de nossa peregrinação. O que significa o tempo de nossa peregrinação? A palavra peregrinação usada por Pedro é paroikia que significa: “(1) estadia por pouco tempo, habitar numa terra estranha (2) metáf. a vida do ser humano aqui na terra é semelhante a uma residência temporária”. Da mesma forma que Israel peregrinou no deserto até a terra prometida, nós peregrinamos no deserto desta vida para a terra prometida (o céu).
ð No capitulo 2 do verso 11 novamente Pedro usa o termo, peregrino, agora acompanhada da palavra forasteiro a onde o apostolo usou o termo parepidemos que significa “(1) alguém que vem de um país estrangeiro para uma cidade ou região para residir lá junto aos nativos (2) que reside por pouco tempo no estrangeiro (3) no NT, metáf. com referência ao céu como pátria, alguém que reside por pouco tempo na terra.” Portanto somos cidadãos celestiais e estamos peregrinando. Jesus em sua oração sacerdotal frisou: “Eu lhes tenho dado a tua palavra, e o mundo os odiou, porque eles não são do mundo, como também eu não sou. Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal. Eles não são do mundo, como também eu não sou.”(Jo 17.14-16). Da mesma forma que o povo de Israel passou por algumas privações no deserto, passamos por algumas privações também neste mundo (deserto) vejamos alguns textos (Lc 9.24-26; Mt 10.39; Mc 8.36-37; Rm 8.18). Temos uma pátria e somos peregrinos na terra como viveram os heróis da fé, registrado em Hb 11.13-14 (&ðTodos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas, mas, vendo-as de longe, e crendo nelas, e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra. Porque os que isso dizem claramente mostram que buscam uma pátria. [ARC])
    
2.    O Deserto Pessoal ð É o deserto que Deus nos leva a enfrentar, na qual Deus tem algum objetivo em nossas vidas. Como no texto base de Oséias[1] a onde Deus trairia o povo de Israel para o deserto (cativeiro) e Deus falaria no coração deles (objetivo de Israel reconhecer os seus pecados e volta para o Senhor). O deserto pessoal é um lugar de revelação e chamado (Ex 3.1-3), de provação (Dt 8.1-3); de tentação para nos preparar contra o mundo, a carne e o diabo (Mt 4.1). No deserto pessoal visa a reconhecer a soberania de Deus e viver sob a dependência do Senhor.

            Neste deserto Deus nos suprirá, e nos dará força para suportar, pois é o Senhor que nos levou ao deserto. No próximo estudo iremos ver os benefícios que o deserto produz na vida do cristão.

Que Deus nos Abençoe!!!



[1] “Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração.” (Os 2.14 ARA).

sábado, 30 de junho de 2012

Abraão:O Pai da Fé Parte 2


Abraão: O Pai da Fé Parte 2
Gênesis 12.1-3
Texto Bíblico
            Vs. 1ð Ora, disse o SENHOR a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei;
            Vs. 2ð de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção!
            Vs. 3ðAbençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra.

            Introdução
            Vimos no estudo passado que as três grandes religiões monoteístas: o Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo, reverenciam-no como o pai de sua fé. Abraão é o pai espiritual de todos os crentes (Rm 4.16; Gl 3.7). Somente a Abraão se chama “amigo de Deus” (II Cr 20.7; Is 41.8, Tg 2.23). E que da linhagem de Abraão viria o salvador do mundo. Mas Abraão também passou por testes de fidelidade a Deus, e muita destas provas de conduta foi reprovado, mas sempre Abraão reconhecia seu erro e voltava para a carreira da fé que tinha que percorrer (Hb 12.1). Hoje iremos ver algumas provas que Abraão passou.

I. A Primeira Prova de Abraão – A Mentira e a Falta de Confiança a Deus. (Gn 12.10-20)
            De acordo com Gn 12.10 Havia fome naquela terra. A obediência a Deus não significa que nunca enfrentaremos problemas e duras provações. (1) Mal Abraão chegou ao seu destino, enfrentou coisas desagradáveis. Seus problemas incluíam uma esposa estéril (Gn 11.30), a separação da sua parentela (Gn 12.1) e uma fome que estava levando-a à privações e forçando a sair do país. Conforme nos ensina o exemplo de Abraão, o crente que está procurando servir a Deus e obedecer à sua palavra, não deve estranhar ao se deparar com grandes obstáculos, adversidades e problemas. Costuma essa ser a maneira de Deus treinar aqueles que Ele tem chamado para obedecer-lhe. Nesses casos, devemos prosseguir com obediência, e confiantes de que Deus continuará agindo em nosso favor e pelo bem dos seus propósitos. (Jó 42.2; Pv 19.21; Is 14.27; 46.10; Rm 8.28)
            De acordo com as Escrituras Sara era uma mulher atraente, e despertou atenção da parte do faraó. E o faraó desejou  ter ela por mulher,neste episódio ela  tinha sessenta e cinco anos; mas como viveu 127 anos, naquela altura seria como outra mulher aos quarenta. Abraão deu uma vacilada na fé, primeiro não confiando em Deus, e depois usando uma meia mentira para faraó, dizendo-o que Sara era sua irmã Gn 12.11-13 – Sarai era, de fato, sua meia-irmã, segundo a informação contida em Gn 20.12 – ( “Por outro lado, ela, de fato, é também minha irmã, filha de meu pai e não de minha mãe; e veio a ser minha mulher.”).
            Ele entregou a sua esposa para o faraó, um erro levou a outro erro – Abraão precisaria entender que Deus tem poder de abençoar o teu povo, mesmo na terra de fome. Deus cuida de seus filhos, ELE sempre supriu a necessidade de seus filhos. Como são descritos nestes seguintes textos: “[...] Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito:De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei. (Hb 13.5b)” e “lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós. (I Pe 5.7)”. Deus conhece as nossas necessidades e as supri. Tem uma frase que mostra bem que Deus faz é o melhor para as nossas vidas: “Deus nada faz nem permite fazer Senão o que tu mesmo farias se pudesse ver. O Fim de todas as coisas aqui como Ele o pode ver". Abraão precisava de aprender que todas as coisas estão sob o controle de Deus. Pois Deus é soberano. Ele sabe o que faz, e os planos de Deus são mais elevados que os nossos. (Is 55.8-9). Para Deus o que estamos vivendo hoje, já foi visto por
ELE antes de nascermos, o que vamos passar amanhã já está sob os cuidados de Deus, por isto Ele faz as promessas – para nos sustentar nos períodos de crise.
            Em Gn 12.17-18 Gn 12.17-18 – O SENHOR interveio ao chamar a atenção do faraó. Puniu com grandes pragas refere-se, provavelmente, a furúnculos ou alguma dermatose. Não é nos dito como o faraó ficou sabendo que a praga vinha da parte de Deus. O método costumeiro teria sido o de consultar os seus sacerdotes e magos a respeito da causa das grandes pragas, confirmando a palavra deles com perguntas dirigidas a Sarai Vs.18-19. Abraão  foi expulso do Egito, saiu envergonhado, tudo isto foi permitido por Deus. Pois Deus usou tudo isto para ensinar Abraão, e para nos deixar um exemplo. ( Rm 15.4).
            Deus cuidou de Abraão, e usou a sua fraqueza para corrigi-lo, e corrigira a todos os Filhos de Deus, que viriam depois dele. Todas as nossas experiências sendo elas, positivas ou negativas Deus usa como uma forma de ensino. (II Tm 3.16-17 ). Abraão não edificou nenhum altar no Egito. Saiu humilhado, reconhecendo que Deus é Santo. Até a escrava egípcia Hagar e o aumento de gados obtidos no Egito lhe causaram problemas mais tarde. Aprendeu quão perigoso é afastar-se de Deus. Á semelhança fidelidade. Trouxe seu juízo sobre os que ameaçavam o plano divino de que Sarai fosse a antecessora de Israel.

            Conclusão:
1. Abraão como pai da fé também passou por várias provas.
2. Nessa prova foi reprovado, mas Deus permitiu este teste para corrigi-lo e ensiná-lo a confiar em Deus.
3. Abraão é um exemplo para aqueles que uma vez caiu na fé e deseja voltar a trilhar novamente o caminho com Deus.

Que Deus nos Abençoe!!!

terça-feira, 26 de junho de 2012

Abraão: O Pai da Fé - Parte 1


Abraão: O Pai da Fé
Gênesis 12.1-4
Texto Bíblico
            Vs. 1ð Ora, disse o SENHOR a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei;
            Vs. 2ð de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção!
            Vs. 3ðAbençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra.
           
Introdução
            As três grandes religiões monoteístas: o Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo, reverenciam-no como o pai de sua fé. O chamado de Abraão, segundo Alexander Maclarem, é o acontecimento mais importante do Antigo Testamento. Aqui tem inicio a obra da redenção que fora insinuada no jardim do Éden (Gn 3.15). Deus escolhe um homem, que deste nasceria uma nação na qual o redentor do mundo caído nasceria.
            Abraão é o pai espiritual de todos os crentes (Rm 4.16; Gl 3.7). Somente a Abraão se chama “amigo de Deus” (II Cr 20.7; Is 41.8, Tg 2.23). Abraão passou por vários testes de fidelidade a Deus, foi reprovado em alguns testes, mas se levantou (arrependeu-se) e prosseguiu em rumo à fidelidade a Deus. Hoje iremos falar do chamado de Abraão.   

                        O CHAMADO DE ABRAÃO
            Deus chamou Abraão na cidade de Ur, depois ele foi para Harã. A principal deidade adorada em Ur era o deus lua sumeriano Nannar, conhecido em acadiano como Sin. A família de Abraão e, provavelmente, o próprio Abraão , prestavam culto a vários deuses (Js 24.2-3). Em meio da idolatria universal, Deus se manifestou a Abraão, chamando-o para uma vida de fé e separação. Quando Deus chamou Abraão e Sara, eles tinham outro nome, Abrão e Sarai. Muito tempo depois de sua chamada Deus muda o nome deles. Abrão tinha 99 anos quando o SENHOR mudou o seu nome. Gn 17.1. De Abrão, “Pai Exaltado” passa a se chamar Abraão “Pai de Uma Multidão”.
            Deus chamou Abraão para sair do meio de sua parentela, sair de seu país(Caldéia – Hoje é o Iraque) e ir para a terra de Canaã, pela fé ele, saiu sem saber para onde ia (Hb 11.8) por causa disto foi considerado o Cristovão Colombo do mundo antigo. Ele andou 650 Km a pé, somente pela fé. Teve que Deixar a sua família, devido a fé, pois a sua família é idólatra e podia comprometer a sua fé; existe uma frase que expressa essa atitude de Deus. A frase é: “Ou a nossa fé nos separa do mundo, ou o mundo nos separa da nossa fé
            As promessas pessoais feitas a Abraão são interessantes. Abraão seria reverenciado, não por sua virtude, mas pelo favor de Deus, que disse “e te abençoarei, e te engrandecerei o nome” (Gn 12.2.b) Abraão tinha de ser um canal de benção para outros: “[...]Sê tu uma bênção! ” (Gn 12.2c) Deus nos abençoa para que sejamos benção.
            Deus prometeu abençoar ou amaldiçoar aos homens segundo a atitude que tivessem para com Abraão. “Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra.” (Gn 12.3) Assim Deus o protegeria. As transcendentais promessas feitas a Abraão e a seus descendentes são três:
1.    Herdariam a terra de Canaã
2.    Chegariam a ser uma grande nação (a grandeza prometida significa muito mais do que uma população numerosa).
3.    Por meio deles, todas as linhagens da terra seriam abençoadas (esta é a promessa messiânica).

Conclusão
1.    Abraão é o pai das três maiores religiões do mundo. (Judaísmo, Cristianismo e Islamismo)
2.    Abraão foi chamado por Deus, para abençoar todas as famílias da terra.
3.    Abraão é chamado pai da fé e amigo de Deus (Tg 2.23)
4.    Abraão é um exemplo de vida convertida, pois deixou tudo para trás para servir a Deus.
5.    No próximo estudo iremos ver as provações de Abraão.

Que Deus abençoe!!!

sábado, 16 de junho de 2012

Guerreando Contra a Carne


Guerreando Contra a Carne 
Gl 5.16-26
Texto Bíblico ð Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer. Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais sob a lei. Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam. Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito. Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros, tendo inveja uns dos outros.” (Gl 5.16-26  ARA)
         
            Hoje começaremos uma série de estudo sobre a guerra do Espírito sobre a carne. O que seria a nossa guerra contra a carne? O que significa a palavra carne num sentido bíblico e teológico? Como podemos vencer a carne?Estas são algumas questões que iremos responder nesta série de estudo.
            Muitas vezes não compreendemos que estamos em luta constante dentro do nosso interior na qual o apóstolo Paulo descreve: “Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne [...] (Gl 5.17 ARA), isto envolve uma luta em nosso interior. A palavra milita usada por Paulo é epithumeo que é um verbo que significa “(1) girar em torno de algo (2) ter um desejo por, anelar por, desejar (3) cobiçar, ansiar (3.1) aqueles que procuram coisas proibidas”. Podemos perceber que a carne gira em torno de algo, isto é esperando algo para dar o bote, ou a carne cobiça as coisas contrarias do Espírito. Portanto é uma guerra que devemos vencer a cada dia. Um exemplo disto é José e a mulher de Potifar (Gn 39.6-16), José resistiu à tentação até ao sangue como nos é ensinado a resistir de acordo com Hebreus 12.4 (&ðOra, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue - ARA)
            O que seria a carne num sentido bíblico-teológico ? O dicionário Teológico define a palavra carne como: “[Do heb. Basar, do gr. sarx e do lat. carnem] Nas Sagradas Escrituras, o terno é usado tanto para descrever a natureza humana, como para qualificar o principio que está sempre disposto a opor-se ao espírito. A carne da inteira guarida ao pecado”. Podemos dizer que Satanás usa despertar em nós cristãos o apetite de nossa carne pois ele anda ao derredor esperando o momento certo para nos atacar (I Pe. 5.8).
            Embora sendo cristãos, continuamos a enfrentar esta terrível luta entre a carne, pois a carne quer ressuscitar, por este motivo temos que estar sempre matando a nossa carne, isto é não ceder os desejos da carne que são uma afronta contra Deus. Hoje vivemos numa sociedade em que a mídia vive despertando os desejos da carne, no livro de Gálatas, o apostolo Paulo traz uma lista dos pecados da carne, vejamos: [...] imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes.[...}” (Gl 5.19-21 NVI). Nessa guerra o vencedor é aquele que é bem mais alimentado. Se obedecermos à carne esta vencerá, e se obedecermos o Espírito este vencerá. Qual destes dos dois estamos alimentando? A carne ou o Espírito? 

terça-feira, 12 de junho de 2012

Chamados Para Avançar Parte III


Chamados para avançar Parte III
Hebreus 10.38-39
            Texto Bíblico
            Vs.38 ðMas o meu justo viverá pela fé. E se retroceder, não me agradarei dele.
            Vs 39 ðNós porém, não somos dos que retrocedem e são destruídos, mas dos que crêem e são salvos. (NVI)

                INTRODUÇÃO
            Nos estudos passados vimos os motivos que nos faz a avançar. Hoje iremos ver os obstáculos que surgem quando temos que avançar. Pois o avançar nos traz desafios que temos que enfrentar. Não podemos esquecer que o inimigo de nossas almas é o opositor, isto é se opõe tudo aquilo que é a vontade de Deus, por isso devemos resistir todas as armas usadas por Satanás. Quais são as armas usadas por Satanás?

I. Devemos lutar contra o medo. II Tm 1.7 ðPois o Espírito que Deus nos deu não nos torna medrosos; pelo contrário, o Espírito nos enche de poder e de amor e nos torna prudentes.” (NTLH)
            Uma das armas usada pelo nosso inimigo é o medo. Pois o medo faz com que desistimos de avançar para alcançar o nosso alvo. O medo nos paralisa, nos faz refém e faz com que distanciamos naquilo que Deus tem preparado para nós. Nós cristãos temos o Espírito que habita em nós nos faz avançar, Ele não traz medo, mas o diabo coloca medo. Na parábola das dez minas em Mt 25.14-30 vemos que aquele que tinha medo deixou de cumprir o seu chamado e foi repreendido pelo mestre. O medo fez com Pedro negasse a Jesus, e muitos outros têm negado a Jesus por medo de assumir um compromisso com Jesus que é de avançar na fé.
             Quando Neemias edificava o muro, o inimigo (diabo) levantou Tobias Sambalate para paralisar a construção dos muros. Em Neemias 4.7-11 eles levantaram um rumor de guerra contra Judá, levando a paralisação da obra. Mas Neemias sabia do chamado de Deus e exortou o povo a continuar a obra, e o povo deixou de ter medo e prosseguiu, e fizeram a vontade de Deus. (Ne 4.12-23). Neemias é um exemplo de líder que avança vencendo todos os seus temores.

II. Devemos lutar contra o desanimo. (Jo 16.33) ðEstas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.”.
            Uma arma usada pelo inimigo é o desanimo. Nesta passagem Jesus estava falando de sua missão e revelando dos próximos acontecimentos (Sua morte e Ressurreição). Mas Jesus alertou os seus discípulos a respeito de não ficarem desanimados por causa das aflições que enfrentariam. Este alerta é para todos os cristãos que querem avançar na fé. Jesus nos alertou que iríamos passar por aflições, mas que tivéssemos ânimos, pois da mesma forma que ele venceu, ele nos faria vencer também, mas para isto não devemos desanimar e sim avançar.
            O desanimo fez com que Elias pedisse a morte para Deus (I Rs 19.8-20), ele queria que encerrasse o seu ministério. Mas Deus deu outra tarefa para o profeta, de ungir dois reis e um profeta (vs.15-16).Com isto Deus restaura novamente o ministérios de Elias. Depois de ungir os dois reis Elias iria preparar o seu sucessor, o profeta Elizeu (I Rs 19.19-21).  Não devemos esquecer que aquele que nos chama para a obra nos capacita. Por isso devemos avançar na obra de Deus. Não devemos deixar que o desânimo venha nos atingir, como fizeram os discípulos do Senhor que voltaram a pescar depois da ressurreição de Jesus (Jo 21)

Conclusãos
1. Quando estamos dispostos avançar o inimigo de nossas almas começa a se opor.
2. O inimigo usa o medo para tentar nos paralisar, mas o perfeito amor (Amor de Deus – amor Agape) lança fora o medo.
3. O inimigo usa o desanimo para nos fazer parar na caminhada. Mas alegria do Senhor é a nossa força. (Ne 8.10).
4. Devemos sempre avançar e nunca olhar para trás. Pois Deus já nos deu a vitória.